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    <title><![CDATA[elDiario.es - João Alexandre]]></title>
    <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/autores/joao_alexandre/]]></link>
    <description><![CDATA[elDiario.es - João Alexandre]]></description>
    <language><![CDATA[es]]></language>
    <copyright><![CDATA[Copyright El Diario]]></copyright>
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      <title><![CDATA[O exemplo de Guterres]]></title>
      <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/exemplo-guterres_1_1181981.html]]></link>
      <description><![CDATA[<p><img src="https://static.eldiario.es/clip/96c23edb-aa36-404c-889b-d5b9f3c08c00_16-9-aspect-ratio_default_0.jpg" width="880" height="495" alt="António Guterres"></p><div class="subtitles"><p class="subtitle">Apesar das divergências conhecidas entre os quatro projetos políticos foi possível encontrar um terreno comum e uma "convergência" de posições</p><p class="subtitle">Uma solução de governo marcada por um percurso de crescimento económico e de devolução de rendimentos no período de viragem pós-crise financeira</p></div><div class="list">
                    <ul>
                                    <li>Este artigo pertence &agrave; revista <em>Portugal: a magia do improv&aacute;vel</em>, de eldiario.es. <a href="https://www.eldiario.es/internacional/ejemplo-Guterres-caso-portugues_0_975352992.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Leia a vers&atilde;o em Castelhano aqui</a>. <a href="https://usuarios.eldiario.es/?&amp;_ga=2.202743890.2142663424.1576481990-552936294.1573326272#!/hazte_socio" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Torne-se um membro agora e receba nossas revistas trimestrais em casa</a></li>
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         &ldquo;D&aacute; para sermos amigos, mas n&atilde;o d&aacute; para casar&rdquo;. A frase proferida por Ant&oacute;nio Costa no final de 2018, numa entrevista ao canal televisivo TVI, e com a qual procurou definir o estado da rela&ccedil;&atilde;o com os parceiros de governa&ccedil;&atilde;o, &eacute; sintom&aacute;tica e diz muito daquilo que foram os &uacute;ltimos quatro anos da governa&ccedil;&atilde;o socialista - com o apoio, &agrave; esquerda, do Partido Comunista Portugu&ecirc;s (PCP), do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista &ldquo;Os Verdes&rdquo; (PEV). Uma solu&ccedil;&atilde;o de governo marcada por um percurso de crescimento econ&oacute;mico e de devolu&ccedil;&atilde;o de rendimentos aos portugueses no per&iacute;odo de viragem p&oacute;s-crise financeira, mas tamb&eacute;m por muitas d&uacute;vidas acerca da chamada &ldquo;geringon&ccedil;a&rdquo;, o modelo com o qual o Partido Socialista (PS) conseguiu ser governo atrav&eacute;s da ast&uacute;cia do l&iacute;der socialista e de negocia&ccedil;&atilde;o e di&aacute;logo constantes com os seus parceiros. Mas, para perceber como &eacute; que a solu&ccedil;&atilde;o vingou dentro de portas e como &eacute; que Portugal passou a ser descrito por muitos como um &ldquo;&ecirc;xito&rdquo; &agrave; escala europeia e global, &eacute; preciso recuar alguns anos.
    </p><p class="article-text">
        Em 2015, na ressaca de uma crise financeira e de uma austeridade violenta imposta pela Uni&atilde;o Europeia, e depois de o Partido Social Democrata (PSD) &mdash;por via de uma coliga&ccedil;&atilde;o de centro-direita com o CDS-PP&mdash; de Pedro Passos Coelho ter liderado o governo portugu&ecirc;s durante quatro anos, as elei&ccedil;&otilde;es legislativas ditaram um resultado que voltou a dar a maioria aos partidos da coliga&ccedil;&atilde;o. A vit&oacute;ria surgiu, no entanto, acompanhada de uma particularidade: ao contr&aacute;rio do que havia acontecido em 2011, o resultado da coliga&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era suficiente para alcan&ccedil;ar uma maioria absoluta. Mais, o PS de Ant&oacute;nio Costa, apesar de derrotado na noite eleitoral, refor&ccedil;ava o grupo parlamentar e observava, &agrave; esquerda, um aumento do n&uacute;mero de deputados do BE e do PCP &mdash;as for&ccedil;as mais &agrave; esquerda no plano parlamentar portugu&ecirc;s. Ao longo da hist&oacute;ria, a extrema-esquerda portuguesa nunca se tinha disponibilizado para integrar um governo de coliga&ccedil;&atilde;o, ficando fora do designado &ldquo;arco da governa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, contudo, e mesmo cientes da dificuldade em chegar a acordo, foi com este xadrez pol&iacute;tico que os socialistas de Ant&oacute;nio Costa &mdash;conhecido pela habilidade pol&iacute;tica e capacidade de negocia&ccedil;&atilde;o&mdash; acabaram por voltar-se para a esquerda, em busca de uma solu&ccedil;&atilde;o governativa que, at&eacute; ent&atilde;o, era tida por todos como impens&aacute;vel.
    </p><p class="article-text">
        Mesmo assaltada por sinais que surgiam de todos os lados e que, de certa forma, foram sendo dados ao longo da campanha eleitoral, a coliga&ccedil;&atilde;o de centro-direita ainda procurou governar apenas com uma maioria relativa. Por&eacute;m, cedo se percebeu que acabaria por cair, e pouco mais de um m&ecirc;s depois das elei&ccedil;&otilde;es legislativas, uma mo&ccedil;&atilde;o de rejei&ccedil;&atilde;o ao programa de governo apresentada pelo PS &mdash;e aprovada pelos deputados de PS, BE, PCP, PEV e PAN, um partido defensor da causa animal&mdash; ditava a sa&iacute;da de Pedro Passos Coelho do cargo de primeiro-ministro. No mesmo dia, e por via de &ldquo;posi&ccedil;&otilde;es conjuntas&rdquo;, mas assinadas de forma independente entre o PS, o PCP, o BE e o PEV, os quatro partidos comprometiam-se a levar por diante uma &ldquo;solu&ccedil;&atilde;o duradoura na perspetiva da legislatura&rdquo;, com a garantia de que n&atilde;o votariam contra o programa do governo socialista e de que viriam a rejeitar qualquer mo&ccedil;&atilde;o de censura apresentada pela direita. O pa&iacute;s n&atilde;o estava perante um governo de coliga&ccedil;&atilde;o a quatro, com pastas setoriais distribu&iacute;das pelos v&aacute;rios partidos, ou de um governo apoiado de forma clara por quatro partidos, mas antes por uma solu&ccedil;&atilde;o constitu&iacute;da por acordos ao n&iacute;vel parlamentar. Come&ccedil;ava aqui a &ldquo;geringon&ccedil;a&rdquo;. Uma solu&ccedil;&atilde;o sobre a qual recaiam muitas d&uacute;vidas &mdash;e que, diziam muitos dos analistas pol&iacute;ticos, poderia, em pouco tempo, estar condenada ao fracasso. Nada mais errado.
    </p><p class="article-text">
        Apesar das diverg&ecirc;ncias conhecidas &mdash;e reconhecidas por todos os partidos da &ldquo;geringon&ccedil;a&rdquo;, na qual se fixavam como parceiros o PS e o PCP, dois advers&aacute;rios de sempre&mdash;, entre os quatro projetos pol&iacute;ticos foi poss&iacute;vel encontrar um terreno comum e uma &ldquo;converg&ecirc;ncia&rdquo; de posi&ccedil;&otilde;es. Mesmo com pontos de vista dissonantes sobre mat&eacute;rias como a renegocia&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida p&uacute;blica ou a participa&ccedil;&atilde;o de Portugal em estruturas como a Uni&atilde;o Europeia e a Alian&ccedil;a Atl&acirc;ntica &mdash;recusada por BE, PCP e PEV&mdash;, no centro dos acordos entre os socialistas e os partidos &agrave; sua esquerda acabaram por vingar e ficar assentes ideias gerais como o combate ao &ldquo;ciclo de degrada&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social&rdquo; e a ado&ccedil;&atilde;o de medidas que respondessem a &ldquo;aspira&ccedil;&otilde;es e direitos do povo portugu&ecirc;s&rdquo;, com o foco numa &ldquo;nova estrat&eacute;gia econ&oacute;mica&rdquo; que pudesse concentrar-se no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das fam&iacute;lias e na cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es para o investimento p&uacute;blico e privado. Em resumo, as diferen&ccedil;as ideol&oacute;gicas n&atilde;o seriam abatidas, mas desvalorizadas face a um objetivo maior: criar uma alternativa est&aacute;vel &agrave; esquerda, obrigando ambas as partes a fazer ced&ecirc;ncias e a alcan&ccedil;ar consensos.
    </p><p class="article-text">
        No quadro das medidas concretas, o acordo obrigava ainda o governo do PS a alterar propostas, por exemplo, no &acirc;mbito laboral &mdash;como a redu&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o das empresas para a Seguran&ccedil;a Social&mdash;, a aumentar o Sal&aacute;rio M&iacute;nimo Nacional ao longo da legislatura ou a aplicar medidas de combate &agrave; precariedade. Outras das medidas reclamadas por BE, PCP e PEV passavam tamb&eacute;m por altera&ccedil;&otilde;es ao sistema tribut&aacute;rio, pelo aumento das pens&otilde;es de reforma ou pela reposi&ccedil;&atilde;o de feriados suspensos durante a anterior governa&ccedil;&atilde;o, com uma boa parte da decis&atilde;o sobre as propostas concretas a ser tamb&eacute;m desenhada no parlamento e nos gabinetes ministeriais, com uma s&eacute;rie de grupos de trabalho compostos por membros dos v&aacute;rios partidos e de respons&aacute;veis do Executivo socialista. Na pr&aacute;tica, os v&aacute;rios acordos &agrave; esquerda significavam, por um lado, a aplica&ccedil;&atilde;o de medidas mais imediatas, e, por outro, um &ldquo;exame comum&rdquo; e uma constante negocia&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios tabuleiros tendo em vista o cumprimento das diversas posi&ccedil;&otilde;es conjuntas e a aprova&ccedil;&atilde;o dos Or&ccedil;amentos do Estado. Mas, porque num relacionamento a quatro nem sempre os momentos s&atilde;o de acalmia, foi com alguma naturalidade a que se assistiu, ao longo da legislatura, a epis&oacute;dios de maior tens&atilde;o. E, inclusive, a algumas crises.
    </p><p class="article-text">
        Das mudan&ccedil;as nas leis do trabalho &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de uma Lei de Bases da Habita&ccedil;&atilde;o, passando pelo investimento p&uacute;blico ou pelas dificuldades em chegar a acordo nas altera&ccedil;&otilde;es &agrave; Lei de Bases da Sa&uacute;de, durante quatro anos foi poss&iacute;vel &agrave; &ldquo;geringon&ccedil;a&rdquo; deparar-se com muitas pedras na engrenagem. A &uacute;ltima delas e, porventura, a maior, aconteceu nos &uacute;ltimos dias, com a amea&ccedil;a de demiss&atilde;o do primeiro-ministro, Ant&oacute;nio Costa, caso os partidos &agrave; esquerda e &agrave; direita se juntassem para aprovar a recupera&ccedil;&atilde;o integral do tempo de servi&ccedil;o dos professores (congelado entre 2011 e 2017, e essencial para a progress&atilde;o nas carreiras). A medida, segundo o governo socialista, poderia colocar em causa, e de &ldquo;forma inadmiss&iacute;vel&rdquo;, n&atilde;o apenas a &ldquo;governabilidade atual&rdquo;, como a &ldquo;governa&ccedil;&atilde;o futura&rdquo;, com um aumento anual de 800 milh&otilde;es de euros &agrave; despesa. No parlamento, a proposta n&atilde;o passou, sendo rejeitada por PS, PSD e CDS, mas, o debate em torno da medida deixou marcas e feridas que ir&atilde;o perdurar, pelo menos, at&eacute; ao t&eacute;rmino da legislatura.
    </p><p class="article-text">
        No final de contas, e fazendo um balan&ccedil;o dos quatro anos de governa&ccedil;&atilde;o, todos os partidos sublinham as diverg&ecirc;ncias, mas, sobretudo, os m&eacute;ritos as solu&ccedil;&atilde;o governativa concebida em 2015 e com a qual foi poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar o impens&aacute;vel: um governo est&aacute;vel ao longo da legislatura . Al&eacute;m disso, foi atrav&eacute;s deste modelo que o PS, criticado pelos danos causados ao pa&iacute;s no per&iacute;odo pr&eacute;-crise financeira, conseguiu cumprir as metas or&ccedil;amentais impostas pela Uni&atilde;o Europeia e utilizar o seguinte slogan: &ldquo;O d&eacute;fice mais baixo da democracia&rdquo;.&nbsp;O futuro, esse, &eacute; imprevis&iacute;vel, e, com o aproximar das elei&ccedil;&otilde;es &mdash;europeias e legislativas&mdash;, espera-se que sejam cada vez mais frequentes os ataques pol&iacute;ticos e os momentos de tens&atilde;o. Por&eacute;m, a &ldquo;geringon&ccedil;a&rdquo; j&aacute; cumpriu o seu papel, derrubando muros hist&oacute;ricos e indo al&eacute;m daquilo que muitos consideravam poss&iacute;vel. A hist&oacute;ria e as necessidades pol&iacute;ticas dir&atilde;o o resto.
    </p>]]></description>
      <dc:creator><![CDATA[João Alexandre]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/exemplo-guterres_1_1181981.html]]></guid>
      <pubDate><![CDATA[Sun, 05 Jan 2020 21:45:47 +0000]]></pubDate>
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      <media:title><![CDATA[O exemplo de Guterres]]></media:title>
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      <media:keywords><![CDATA[Portugal,Revista Portugal]]></media:keywords>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[El ejemplo de Guterres y el caso portugués]]></title>
      <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/ejemplo-guterres-caso-portugues_1_1181507.html]]></link>
      <description><![CDATA[<div class="subtitles"><p class="subtitle">¿Qué hace que el caso de António Guterres sea tan particular? ¿Por qué razón ha llegado tan lejos? ¿Puede ser que el cargo haya servido de ejemplo?</p><p class="subtitle">"Ningún otro portugués había conseguido", un "éxito mundial", por parte de un personaje que ha ido por la vida "siempre pensando en salvar al mundo"</p><p class="subtitle">Uno de los mayores impulsos dados a la mayor visibilidad de Portugal, haciendo de la denuncia de los Derechos Humanos una bandera nacional e internacional</p></div><div class="list">
                    <ul>
                                    <li>Este art&iacute;culo pertenece a la revista <em>Portugal: la magia de lo improbable</em>, de eldiario.es. <a href="https://www.eldiario.es/internacional/exemplo-Guterres_0_975352883.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Lee aqu&iacute; la versi&oacute;n en portugu&eacute;s</a>. <a href="https://usuarios.eldiario.es/?&amp;_ga=2.202743890.2142663424.1576481990-552936294.1573326272#!/hazte_socio" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Hazte socia ya y recibe nuestras revistas trimestrales en casa</a></li>
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                </figure><p class="article-text">
         En los &uacute;ltimos a&ntilde;os, Portugal parece estar destinado a los grandes escenarios. De la ciencia al deporte, pasando por la cultura y la pol&iacute;tica, el pa&iacute;s del extremo m&aacute;s occidental del continente, y que se hab&iacute;a habituado a permanecer a la cola de Europa, ha pasado a estar en boca de todo el mundo y a que hablen de &eacute;l por los mejores motivos. Durante a&ntilde;os, nombres como Cristiano Ronaldo o Jos&eacute; Mourinho fueron los encargados de portar la bandera portuguesa m&aacute;s all&aacute; de sus fronteras pero, hoy en d&iacute;a, puede considerarse extraordinario c&oacute;mo algunas personalidades portuguesas han conquistado determinados lugares en el panorama mundial. Posiciones destacadas de poder e influencia que, en otros tiempos, ser&iacute;an dif&iacute;ciles de alcanzar.
    </p><p class="article-text">
        Hoy ya no son solo las estrellas del deporte las que llevan el nombre de Portugal por el mundo. En la resaca de las &uacute;ltimas elecciones europeas pudimos ver c&oacute;mo el primer ministro portugu&eacute;s, Ant&oacute;nio Costa (uno de los l&iacute;deres socialistas que han ganado las &uacute;ltimas elecciones y ha mantenido con vida al Partido Socialista Europeo), ha viajado por algunas de las principales capitales del continente en un intento de coordinar la creaci&oacute;n de una &ldquo;plataforma progresista y democr&aacute;tica&rdquo; que conduzca a una mayor&iacute;a en el Consejo Europeo y en el Parlamento Europeo.&nbsp;
    </p><p class="article-text">
        Tambi&eacute;n en Europa, M&aacute;rio Centeno, actual ministro de Hacienda de Portugal, un pa&iacute;s del sur y, en los &uacute;ltimos a&ntilde;os, objeto de un rescate financiero, es, desde principios del a&ntilde;o pasado, presidente del Eurogrupo. V&iacute;tor Const&acirc;ncio, otra figura ligada al universo socialista, es actualmente vicepresidente del Banco Central Europeo, mientras que Dur&atilde;o Barroso, el socialdem&oacute;crata que lleg&oacute; a ser jefe del Ejecutivo de Portugal, lider&oacute; desde 2005 y a lo largo de una d&eacute;cada la Comisi&oacute;n Europea. Jorge Sampaio, ex presidente de la Rep&uacute;blica, lleg&oacute; a ser Alto Representante de Naciones Unidas para la Alianza de las Civilizaciones.
    </p><p class="article-text">
        Estos d&iacute;as, y relacionados con temas de mayor importancia a nivel global (como los conflictos armados, los refugiados y las migraciones), hay otros dos portugueses que destacan. Y ambos fueron, adem&aacute;s, socios de gobierno. Uno de ellos es Ant&oacute;nio Vitorino, ex comisario europeo y, desde el a&ntilde;o pasado, director general de la Organizaci&oacute;n Internacional para las Migraciones (OIM), en la segunda ocasi&oacute;n en casi medio siglo en la que el organismo de Naciones Unidas no est&aacute; dirigido por un responsable estadounidense. El otro es Ant&oacute;nio Guterres, ex primer ministro y actual secretario general de Naciones Unidas (ONU), un cargo de alta responsabilidad y al que el portugu&eacute;s ha conseguido llegar despu&eacute;s de los elogios obtenidos como Alto Comisionado de Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR).
    </p><p class="article-text">
        Entre 2005 y 2015 fue una figura destacada en la alerta mundial sobre el drama de los millones de migrantes y refugiados (muchos de ellos, obligados a cruzar el mar Mediterr&aacute;neo hacia suelo europeo en condiciones infrahumanas) o sobre los conflictos en Irak, Siria y en otros territorios del continente africano. Es el cargo m&aacute;s alto alcanzado por un portugu&eacute;s en un momento hist&oacute;rico tan importante. Pero, &iquest;qu&eacute; hace que el caso de Ant&oacute;nio Guterres sea tan particular? &iquest;Por qu&eacute; raz&oacute;n ha llegado tan lejos? &iquest;Puede ser que el cargo haya servido de ejemplo? A fin de cuentas, y como se&ntilde;al&oacute; un d&iacute;a el comisario portugu&eacute;s Carlos Moedas, esta es tambi&eacute;n una victoria de la diplomacia portuguesa, de una &ldquo;m&aacute;quina diplom&aacute;tica preparada&rdquo;.
    </p><h3 class="article-text">Guterres, una vida de &ldquo;querer salvar el mundo&rdquo;</h3><p class="article-text">
        Fue en diciembre de 2016, en la sede de Naciones Unidas, en Nueva York, tras la ceremonia de juramento de Ant&oacute;nio Guterres, cuando el presidente de la Rep&uacute;blica portugu&eacute;s, Marcelo Rebelo de Sousa, cercano a Guterres desde la adolescencia, se refiri&oacute; al nuevo &ldquo;hombre fuerte&rdquo; de la ONU como alguien que hab&iacute;a alcanzado algo que &ldquo;ning&uacute;n otro portugu&eacute;s hab&iacute;a conseguido&rdquo;, un &ldquo;&eacute;xito mundial&rdquo;, por parte de un personaje que ha ido por la vida &ldquo;siempre pensando en salvar al mundo&rdquo;. No ha sido siempre as&iacute; para el pol&iacute;tico formado en ingenier&iacute;a electrot&eacute;cnica y que vivi&oacute; los primeros a&ntilde;os de su vida en la peque&ntilde;a aldea de Donas, en el interior de Portugal.
    </p><p class="article-text">
        Sin embargo, el recorrido de Ant&oacute;nio Guterres demuestra que su esp&iacute;ritu aventurero consigui&oacute; moldear un camino jalonado de &eacute;xitos, pero tambi&eacute;n de algunos fracasos. Socialista y, sin embargo, profundamente cat&oacute;lico (lleg&oacute; incluso a militar en la Juventud Universitaria Cat&oacute;lica), el actual secretario general de la ONU nunca ha visto en esas facetas ninguna contradicci&oacute;n. &ldquo;En ninguna circunstancia, a la derecha o a la izquierda, tiene sentido instrumentalizar a la Iglesia o a las convicciones religiosas&rdquo;, dec&iacute;a en una entrevista en 2002, poco despu&eacute;s de que un mal resultado electoral le hiciese abandonar el cargo de primer ministro.
    </p><p class="article-text">
        Del socialismo y del catolicismo, a partes iguales, ha bebido la vertiente humanista y solidaria, ya que consideraba que el camino hacia el futuro se har&iacute;a por la v&iacute;a de un socialismo moderno, uniendo &ldquo;valores tradicionales de la socialdemocracia, la solidaridad, la justicia social&rdquo; con una &ldquo;fuerte conciencia de la importancia de la iniciativa y de la actividad individual&rdquo;. Pero si observamos el recorrido de Ant&oacute;nio Guterres, sobre todo en la &uacute;ltima d&eacute;cada y media, hay otros aspectos que se muestran indispensables para poder conocer qui&eacute;n es este portugu&eacute;s e, incluso, quiz&aacute;s, para comprender qu&eacute; es lo que llevar&aacute; a otros ciudadanos lusos a algunos puestos destacados: capacidad de di&aacute;logo y de establecer consensos.
    </p><p class="article-text">
        Eso mismo fue lo que subray&oacute; el presidente portugu&eacute;s, a finales de mayo, cuando Guterres fue galardonado con el Premio Carlomagno, que distingue a personalidades que hayan contribuido y trabajado en pro del proyecto europeo. &ldquo;Por la manera inigualable para crear y fomentar el di&aacute;logo, construir puentes, fomentar la paz y aproximar a las personas&rdquo;, destac&oacute; Rebelo de Sousa, en una clara alusi&oacute;n a la forma en que el n&uacute;mero uno de la ONU ha conseguido mostrar una &ldquo;brillante capacidad de previsi&oacute;n y c&aacute;lculo de los desaf&iacute;os y soluciones a nivel global&rdquo;. Su exposici&oacute;n medi&aacute;tica y su atracci&oacute;n por la resoluci&oacute;n de problemas en el extranjero ganaron en importancia a comienzos de los a&ntilde;os 90, con la intervenci&oacute;n pol&iacute;tica en el marco de la ocupaci&oacute;n de Timor Oriental por parte del r&eacute;gimen indonesio, cuando levant&oacute; la voz ante la comunidad internacional incluso cuando algunas de las mayores potencias europeas tem&iacute;an que lo hiciese, en plena Cumbre Europa-Asia.
    </p><p class="article-text">
        Ese ha sido, adem&aacute;s, uno de los mayores impulsos dados a la mayor visibilidad de Portugal a los ojos del mundo, haciendo de la denuncia de los Derechos Humanos en Timor Oriental una bandera nacional e internacional. Ahora, en 2019, son varios los portugueses en cargos destacados, lo que muestra la capacidad de algunos pol&iacute;ticos. Incluso en un contexto en el que los esc&aacute;ndalos y las pol&eacute;micas contin&uacute;an levantando barreras y haciendo que millones de ciudadanos se vuelvan cada vez m&aacute;s esc&eacute;pticos sobre los m&eacute;ritos de quienes dirigen nuestros destinos.
    </p>]]></description>
      <dc:creator><![CDATA[João Alexandre]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/ejemplo-guterres-caso-portugues_1_1181507.html]]></guid>
      <pubDate><![CDATA[Sun, 05 Jan 2020 18:59:07 +0000]]></pubDate>
      <media:title><![CDATA[El ejemplo de Guterres y el caso portugués]]></media:title>
      <media:keywords><![CDATA[Portugal,Revista Portugal]]></media:keywords>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Qué es y qué medidas ha tomado el gobierno de Portugal del que todos hablan]]></title>
      <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/politica/medidas-tomado-coalicion-gobierno-portugal_1_1552412.html]]></link>
      <description><![CDATA[<p><img src="https://static.eldiario.es/clip/070b26fb-59f4-4eae-9145-3d1672169172_16-9-discover-aspect-ratio_default_0.jpg" width="1200" height="675" alt="Qué es y qué medidas ha tomado el gobierno de Portugal del que todos hablan"></p><div class="subtitles"><p class="subtitle">En 2015 la coalición de centroderecha intentó gobernar pero cayó al mes de las elecciones legislativas por una moción presentada por el partido socialista portugués</p><p class="subtitle">Su líder, António Costa, gobierna en solitario con apoyo del Partido Comunista Português (PCP), el Bloco de Esquerda (BE) y el Partido Ecologista Os Verdes (PEV)</p><p class="subtitle">La solución política, conocida como la "jerigonza", obligó al partido del gobierno a modificar algunas de sus propuestas y subir el salario mínimo o aumentar las pensiones</p></div><p class="article-text">
        &ldquo;No vamos a casarnos, pero podemos ser amigos&rdquo;. La frase proferida por Ant&oacute;nio Costa a finales de 2018 en una entrevista en el canal de televisi&oacute;n TVI, con la cual buscaba definir el estado de la relaci&oacute;n con sus socios de gobierno, es sintom&aacute;tica y dice mucho de c&oacute;mo han sido los &uacute;ltimos cuatro a&ntilde;os de administraci&oacute;n socialista con apoyo, a la izquierda, del Partido Comunista Portugu&ecirc;s (PCP), del Bloco de Esquerda (BE) y del Partido Ecologista Os Verdes (PEV).
    </p><p class="article-text">
        Una soluci&oacute;n de gobierno marcada por una etapa de crecimiento econ&oacute;mico y de devoluci&oacute;n de rendimientos a los portugueses en el periodo de viraje postcrisis econ&oacute;mica, pero tambi&eacute;n marcada por las muchas dudas acerca de la llamada &ldquo;jerigonza&rdquo;, el modelo con el cual el Partido Socialista (PS) consigui&oacute; llegar al Gobierno a trav&eacute;s de la astucia de su l&iacute;der y de la negociaci&oacute;n y el di&aacute;logo constante con sus socios. Ahora, ese modelo es citado como una posibilidad en Espa&ntilde;a cuando se menciona la posibilidad de un gobierno socialista en solitario apoyado por Podemos.
    </p><p class="article-text">
        Para comprender c&oacute;mo ha podido salir bien esta soluci&oacute;n de puertas hacia adentro, y c&oacute;mo ha logrado Portugal, al mismo tiempo, pasar a ser descrito por muchos como un &eacute;xito&nbsp;a escala europea y global, es necesario retroceder algunos a&ntilde;os. En 2015, en plena resaca de la crisis econ&oacute;mica y de una austeridad violenta impuesta por la Uni&oacute;n Europea, y despu&eacute;s de que el Partido Social Dem&oacute;crata (PSD), mediante una coalici&oacute;n de centroderecha con el CDS-PP, de Pedro Passos Coelho liderara el Gobierno portugu&eacute;s durante cuatro a&ntilde;os, las elecciones legislativas dictaron un resultado que volvi&oacute; a dar la mayor&iacute;a a los partidos de dicha coalici&oacute;n.
    </p><p class="article-text">
        La victoria vino, en cambio, acompa&ntilde;ada de una particularidad: al contrario de lo sucedido en 2011, el resultado de la coalici&oacute;n no era suficiente para alcanzar la mayor&iacute;a absoluta. Adem&aacute;s, el PS de Ant&oacute;nio Costa, a pesar de haber salido derrotado en la noche electoral, reforzaba su grupo parlamentario y observaba, a su izquierda, el aumento del n&uacute;mero de diputados del BE y del PCP &ndash;las fuerzas m&aacute;s a la izquierda en el marco parlamentario portugu&eacute;s&ndash;. A lo largo de la historia, la extrema izquierda portuguesa nunca se hab&iacute;a puesto a disposici&oacute;n para integrar un gobierno de coalici&oacute;n, quedando fuera del denominado &ldquo;arco de gobierno&rdquo;. A pesar de todo, conscientes de la dificultad de llegar a un acuerdo, con base en ese ajedrez pol&iacute;tico, los socialistas de Costa &ndash;conocido por la habilidad pol&iacute;tica y capacidad de negociaci&oacute;n&ndash; acabaron por girar hacia la izquierda en busca de una soluci&oacute;n de gobierno que, hasta entonces, era considerada por todos como impensable.
    </p><p class="article-text">
        Abordada por se&ntilde;ales que surg&iacute;an de todos los lados y que, en cierta forma, ya aparecieron a lo largo de la campa&ntilde;a electoral, la coalici&oacute;n de centroderecha intent&oacute; gobernar solo con una mayor&iacute;a relativa. Desde muy pronto se vio que terminar&iacute;a cayendo y, poco m&aacute;s de un mes despu&eacute;s de las elecciones legislativas, una moci&oacute;n de rechazo al programa de gobierno presentada por el PS &ndash;y aprobada por los diputados del PS, BE, PCP, PEV y PAN, partido defensor de los derechos de los animales&ndash; dictaba la salida de Pedro Passos Coelho del cargo de primer ministro. El mismo d&iacute;a, por medio de unas &ldquo;posiciones conjuntas&rdquo;, aunque firmadas de forma independiente entre el PS, el PCP, el BE y el PEV, los cuatro partidos se comprometieron a sacar adelante una &ldquo;soluci&oacute;n duradera con vistas a la actual legislatura&rdquo;, con la garant&iacute;a de que no votar&iacute;an contra el programa de gobierno socialista y de que rechazar&iacute;an cualquier moci&oacute;n de censura presentada por la derecha.
    </p><p class="article-text">
        El pa&iacute;s no estaba ante un gobierno de coalici&oacute;n a cuatro con carteras sectoriales distribuidas entre los partidos; tampoco se trataba de un gobierno apoyado de forma clara por cuatro partidos, sino una soluci&oacute;n constituida por acuerdos a nivel parlamentario. Comenzaba aqu&iacute; la &ldquo;jerigonza&rdquo;. Un recurso sobre el cual reca&iacute;an muchas dudas, y que, seg&uacute;n muchos de los analistas pol&iacute;ticos, podr&iacute;a estar condenada al fracaso en poco tiempo. Nada m&aacute;s lejos de la realidad.
    </p><h3 class="article-text">Convergencia</h3><p class="article-text">
        A pesar de las divergencias conocidas &ndash;y reconocidas por todos los partidos de la &ldquo;jerigonza&rdquo;, en la cual se oficializaban como socios el PS y el PCP, adversarios desde siempre&ndash;, entre los cuatro proyectos pol&iacute;ticos fue posible encontrar un terreno com&uacute;n y una &ldquo;convergencia&rdquo; de posiciones. Incluso con puntos de vista disonantes sobre temas como la renegociaci&oacute;n de la deuda p&uacute;blica o la participaci&oacute;n de Portugal en estructuras como la Uni&oacute;n Europea y la Alianza Atl&aacute;ntica &ndash;rechazada por BE, PCP y PEV&ndash;, en el centro de los acuerdos entre los socialistas y los partidos a su izquierda acabaron imponi&eacute;ndose y asent&aacute;ndose ideas generales como el combate al &ldquo;ciclo de degradaci&oacute;n econ&oacute;mica y social&rdquo; y la adopci&oacute;n de medidas que respondieran a las &ldquo;aspiraciones y derechos de la poblaci&oacute;n portuguesa&rdquo;. Con foco en una &ldquo;nueva estrategia econ&oacute;mica&rdquo; que pudiera concentrarse en el crecimiento y en el empleo, en el aumento de la renta de las familias y en la creaci&oacute;n de condiciones para la inversi&oacute;n p&uacute;blico y privada. En resumen, las diferencias ideol&oacute;gicas no desaparecer&iacute;an, sino que ser&iacute;an desvalorizadas frente a un objetivo mayor: crear una alternativa estable en la izquierda, obligando a todas las partes a hacer cesiones y a alcanzar consensos.
    </p><p class="article-text">
        En cuanto a medidas concretas, el acuerdo obligaba al gobierno del PS a alterar propuestas, por ejemplo, en el &aacute;mbito laboral &ndash;como la reducci&oacute;n de la contribuci&oacute;n de las empresas a la Seguridad Social&ndash;, a aumentar el salario m&iacute;nimo nacional a lo largo de la legislatura o a aplicar medidas de lucha contra la precariedad. Otras de las medidas reclamadas por BE, PCP y PEV pasaban tambi&eacute;n por alteraciones en el sistema tributario, por el aumento de las pensiones de jubilaci&oacute;n o por la reposici&oacute;n de los d&iacute;as festivos suspendidos por el anterior gobierno. Una buena parte de la decisi&oacute;n sobre las propuestas concretas ser&iacute;a tambi&eacute;n dise&ntilde;ada en el Parlamento y en los gabinetes ministeriales, con una serie de grupos de trabajo compuestos por miembros de los mencionados partidos y por responsables del Ejecutivo socialista.
    </p><p class="article-text">
        En la pr&aacute;ctica, todos estos acuerdos a la izquierda significaban, por un lado, la aplicaci&oacute;n de medidas m&aacute;s inmediatas, y, por el otro, un &ldquo;examen com&uacute;n&rdquo; y una constante negociaci&oacute;n en varios tableros teniendo en mente el cumplimiento de las diversas posiciones conjuntas y la aprobaci&oacute;n de los presupuestos del Estado. Pero, como en una relaci&oacute;n a cuatro no siempre existen momentos de calma, a lo largo de la legislatura se vivieron episodios de mayor tensi&oacute;n, e, incluso, algunas crisis.
    </p><p class="article-text">
        De los cambios en la legislaci&oacute;n laboral a la creaci&oacute;n de una Ley General de Vivienda, pasando por la inversi&oacute;n p&uacute;blica o por las dificultades en llegar a un acuerdo en las alteraciones a la Ley General de Sanidad: durante cuatro a&ntilde;os la &ldquo;jerigonza&rdquo; se ha topado con muchas piedras en el engranaje. La &uacute;ltima de ellas, y tal vez la mayor, ha aparecido en los &uacute;ltimos d&iacute;as, con la amenaza de dimisi&oacute;n del primer ministro, Ant&oacute;nio Costa, en caso de que los partidos a su izquierda y a su derecha se unan para aprobar la recuperaci&oacute;n integral del tiempo de servicio de los profesores (congelado entre 2011 y 2017, y esencial para la progresi&oacute;n en las carreras). La medida, seg&uacute;n el gobierno socialista, podr&iacute;a colocar en duda, y de &ldquo;forma inadmisible&rdquo;, no solo la &ldquo;gobernabilidad actual&rdquo;, sino la &ldquo;gobernaci&oacute;n futura&rdquo;, con un aumento anual de 800 millones de euros en gastos. En el Parlamento la propuesta no avanz&oacute;, siendo rechazada por PS, PSD y CDS, pero el debate en torno a ella dej&oacute; marcas y provoc&oacute; heridas que perdurar&aacute;n, por lo menos, hasta el t&eacute;rmino de la legislatura.
    </p><p class="article-text">
        Al final, y haciendo un balance de los cuatro a&ntilde;os de gobierno, todos los partidos subrayan las diferencias, pero, sobre todo, los m&eacute;ritos de la soluci&oacute;n de gobernabilidad concebida en 2015, con la cual ha sido posible alcanzar lo impensable: un gobierno estable a lo largo de la legislatura. Adem&aacute;s, ha sido con este modelo con el que el PS, criticado por los da&ntilde;os causados al pa&iacute;s en el periodo previo a la crisis econ&oacute;mica, ha conseguido cumplir las metas presupuestarias impuestas por la Uni&oacute;n Europea y utilizar el siguiente eslogan: &ldquo;El d&eacute;ficit m&aacute;s bajo de la democracia&rdquo;.
    </p><p class="article-text">
        Seg&uacute;n se acercan las pr&oacute;ximas elecciones &ndash;europeas y legislativas&ndash;, se espera que cada vez sean m&aacute;s frecuentes los ataques pol&iacute;ticos y los momentos de tensi&oacute;n. Lo cierto es que la &ldquo;jerigonza&rdquo; ya ha cumplido su papel, derribando muros hist&oacute;ricos y yendo m&aacute;s all&aacute; de los que muchos consideraban posible. La historia y las necesidades pol&iacute;ticas dir&aacute;n el resto.&nbsp;
    </p><p class="article-text">
        <em>***Texto original traducido al espa&ntilde;ol por Ediciones Ambulantes</em>
    </p>]]></description>
      <dc:creator><![CDATA[João Alexandre]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.eldiario.es/politica/medidas-tomado-coalicion-gobierno-portugal_1_1552412.html]]></guid>
      <pubDate><![CDATA[Sun, 12 May 2019 19:14:21 +0000]]></pubDate>
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