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    <title><![CDATA[elDiario.es - Antonio Sáez Delgado]]></title>
    <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/autores/antonio-saez-delgado/]]></link>
    <description><![CDATA[elDiario.es - Antonio Sáez Delgado]]></description>
    <language><![CDATA[es]]></language>
    <copyright><![CDATA[Copyright El Diario]]></copyright>
    <ttl>10</ttl>
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      <title><![CDATA[Esplendor na fronteira]]></title>
      <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/esplendor-na-fronteira_1_1171053.html]]></link>
      <description><![CDATA[<p><img src="https://static.eldiario.es/clip/3861dc29-13ea-4ad8-976b-19ce93a953b0_16-9-aspect-ratio_default_0.jpg" width="880" height="495" alt=""></p><div class="subtitles"><p class="subtitle">Pessoa escreveu que uma fronteira, embora a separação também se une. Cem anos se passaram e a história continua a falar de um tópico: Portugal e Espanha se entreolham com suspeita</p></div><div class="list">
                    <ul>
                                    <li>Este artigo pertence &agrave; revista Portugal: a magia do improv&aacute;vel, de eldiario.es e est&aacute; escrito antes das &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es nas quais o PS conquistou a vit&oacute;ria. <a href="https://www.eldiario.es/internacional/Esplendor-frontera_0_978502482.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Leia a vers&atilde;o em Castelhano aqui</a>.&nbsp;<a href="https://usuarios.eldiario.es/?&amp;_ga=2.234678109.2142663424.1576481990-552936294.1573326272#!/hazte_socio" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Torne-se um membro agora e receba nossas revistas trimestrais em casa</a></li>
                            </ul>
            </div><p class="article-text">
        Vivo numa cidade fronteiri&ccedil;a. Saio todos os d&iacute;as de casa &agrave;s nove da manh&atilde;, fa&ccedil;o uma hora de caminho de carro e chego ao trabalho &agrave;s nove em ponto. Algumas vezes, se for com pressa, &agrave;s nove menos cinco. Esta esp&eacute;cie de viagem no tempo, disfar&ccedil;ado de diferen&ccedil;a hor&aacute;ria, &eacute; vivida diariamente pelas centenas de habitantes da Estremadura que vivem em Espanha e trabalham em Portugal. Saio &agrave;s nove da manh&atilde; de Badajoz e chego &agrave; Universidade de &Eacute;vora, no Alentejo, &agrave;s nove em ponto. Ou menos cinco. A zona que rodeia essa fronteira, no tro&ccedil;o estremenho, tem um nome simb&oacute;lico de alta tens&atilde;o: a Raia. Os habitantes dessa Raia aprenderam a viajar entre um territ&oacute;rio e o outro procurando o melhor de cada lado, numa afortunada dupla nacionalidade cultural que &eacute; provavelmente o maior privil&eacute;gio de viver na regi&atilde;o.
    </p><p class="article-text">
        Num texto escrito h&aacute; um s&eacute;culo, Fernando Pessoa defendia que finalmente os pa&iacute;ses se tinham dado conta de que uma fronteira, apesar de separar, tamb&eacute;m unia; e que se duas na&ccedil;&otilde;es vizinhas s&atilde;o duas pelo facto de serem duas, quase que podem moralmente ser uma s&oacute; por serem vizinhas. Passaram quase cem anos e a obstinada hist&oacute;ria continua a trazer-nos um tema que resiste ferozmente &agrave; eros&atilde;o da passagem do tempo: Portugal e Espanha, dois pa&iacute;ses de costas e que se olham com receio, desconfiados ou presumidos, arrogantes ou com desd&eacute;m.&nbsp; No entanto, nada como raspar a pele da realidade para provar que essa imagem de vizinhos desentendidos hoje j&aacute; n&atilde;o faz sentido e, inclusivamente, questionar-nos se alguma vez existiu realmente.
    </p><p class="article-text">
        Se lermos alguns dos maiores autores da Pen&iacute;nsula (de Antero de Quental a Saramago, de Clar&iacute;n a Ram&oacute;n G&oacute;mez de la Serna, passando por Joan Maragall, Vicente Risco, E&ccedil;a de Queir&oacute;s, Emilia Pardo Baz&aacute;n, Unamuno ou o citado Pessoa, entre tantos outros) facilmente fazemos uma antologia de textos que nos falam com fasc&iacute;nio do vizinho ib&eacute;rico, da sua identidade e idiosincrassias. Se h&aacute; termo que se repete com frequ&ecirc;ncia ao longo das reflex&otilde;es sobre Portugal e Espanha, o mesmo &eacute; &ldquo;dist&acirc;ncia&rdquo;. J&aacute; no &uacute;ltimo quarto do s&eacute;culo&nbsp; XX, o poeta Ruy Belo, professor em Madrid, escrevia que a capital espanhola era uma das cidades do mundo mais distantes de Lisboa, ao passo que Luis Bu&ntilde;uel, em O meu &uacute;ltimo suspiro, afirmava que Portugal era para os espanh&oacute;is um pa&iacute;s mais afastado que a &Iacute;ndia.
    </p><p class="article-text">
        O tema, t&atilde;o atrativo do ponto de vista da identidade dos territ&oacute;rios vizinhos, por vezes rivais, deixa de existir nos dias de hoje. O <em>boom</em> tur&iacute;stico portugu&ecirc;s, de certa forma impulsionado pela crise econ&oacute;mica e que p&ocirc;s Portugal nas bocas do mundo, tamb&eacute;m tem repercuss&otilde;es no universo cultural, concretamente ao n&iacute;vel liter&aacute;rio.
    </p><p class="article-text">
        Nunca se traduziram tantos autores de ambos os estados&nbsp; (incluindo autores do panorama cultural catal&atilde;o, muito seguido em Portugal), nunca houve nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o uma aten&ccedil;&atilde;o ao &ldquo;outro&rdquo; t&atilde;o equilibrada (durante d&eacute;cadas, em Portugal publicavam-se com frequ&ecirc;ncia not&iacute;cias vindas de Espanha, ao passo que em Espanha era raro encontrar informa&ccedil;&atilde;o sobre Portugal), nem nunca se viram tantos visitantes espanh&oacute;is por todo o territ&oacute;rio luso (n&atilde;o apenas Lisboa e Porto) como neste momento.
    </p><p class="article-text">
        Estamos a viver, por assim dizer, o in&iacute;cio de uma &eacute;poca de ouro. O festival Correntes d&rsquo;Escritas, que se realiza todos os anos no norte de Portugal, re&uacute;ne a cada edi&ccedil;&atilde;o dezenas e dezenas de escritores e editores do universo ib&eacute;rico, com salas a abarrotar de p&uacute;blico. Do outro lado da raia, a Feira do Livro de Sevilha deste ano foi dedicada a Portugal e as grandes editoras espanholas publicam os autores que mais se destacam&nbsp; numa atualidade que, se considerarmos a grand&iacute;ssima literatura portuguesa, se prolonga h&aacute; pelo menos um s&eacute;culo: Fernando Pessoa, E&ccedil;a de Queir&oacute;s, Jos&eacute; Saramago, Ant&oacute;nio Lobo Antunes. Nasceu at&eacute; em Madrid uma pequena editora com uma cole&ccedil;&atilde;o exclusivamente dedicada &agrave;s letras portuguesas, La Umbr&iacute;a y la Solana, cujo cat&aacute;logo vai dos cl&aacute;ssicos modernos a autores atuais como Dulce Maria Cardoso, autora de O retorno, um &ecirc;xito entre os leitores espanh&oacute;is.
    </p><p class="article-text">
        Permitam-me fechar com uma nota pessoal. Quando era adolescente e pensava no &ldquo;estrangeiro&rdquo; como uma espa&ccedil;o m&aacute;gico e atrativo onde aconteciam outras coisas e se falava outra l&iacute;ngua, esse lugar tinha um nome: Portugal.
    </p><p class="article-text">
        Naquela altura de descoberta, inici&aacute;tica, Lisboa era a capital de todos os pa&iacute;ses do mundo e a fronteira (a Raia) que atravess&aacute;vamos era o que nos separava do resto da civiliza&ccedil;&atilde;o. Essa linha que separava a realidade do sonho fazia com que as pessoas falassem outra l&iacute;ngua e pensassem com outras palavras. Hoje, Portugal continua a ser para mim, e cada vez mais, esse territ&oacute;rio genu&iacute;no e aut&ecirc;ntico onde encontramos uma cultura (no sentido amplo: da literatura &agrave; m&uacute;sica, da gastronom&iacute;a &agrave; paisagem) admir&aacute;vel, de uma forma de viver a vida talvez menos apaixonada, mas tamb&eacute;m,&nbsp; possivelmente por isso, mais haroniosa, serena, s&oacute;bria e reflexiva.
    </p><p class="article-text">
        Ser portugu&ecirc;s significa hoje estar a sair de uma crise indigna para a vida dos cidad&atilde;os e olhar o futuro com olhos de esperan&ccedil;a: um pa&iacute;s estruturado que tenta reverter os efeitos da desertifica&ccedil;&atilde;o do interior e que procura aproximar-se da m&eacute;dia europeia nos sal&aacute;rios (um dos aspetos onde mais h&aacute; por fazer), com uma educa&ccedil;&atilde;o na vanguarda do continente e uma sociedade e cultura invej&aacute;veis, de onde temos, sem d&uacute;vida, muito que aprender.
    </p><p class="article-text">
        Uma poss&iacute;vel b&uacute;ssula para essa viagem s&atilde;o os livros dos atuais autores do panorama liter&aacute;rio portugu&eacute;s: L&iacute;dia Jorge, Gon&ccedil;alo M. Tavares, Valter Hugo M&atilde;e, Jos&eacute; Lu&iacute;s Peixoto, Jo&atilde;o Tordo, Afonso Cruz, Patr&iacute;cia Reis. Pelas suas palavras, &eacute; poss&iacute;vel aprender a ver Portugal por dentro e por fora, &agrave; dist&acirc;ncia e com o cora&ccedil;&atilde;o, um reto ao qual &eacute; f&aacute;cil sucumbir, agora sim, com toda a paix&atilde;o.&nbsp;
    </p><p class="article-text">
        <em>Traducci&oacute;n: Vera Sep&uacute;lveda</em>&nbsp;
    </p>]]></description>
      <dc:creator><![CDATA[Antonio Sáez Delgado]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/esplendor-na-fronteira_1_1171053.html]]></guid>
      <pubDate><![CDATA[Sat, 28 Dec 2019 21:21:45 +0000]]></pubDate>
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      <media:title><![CDATA[Esplendor na fronteira]]></media:title>
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      <media:keywords><![CDATA[Revista Portugal,Fronteras,España,Portugal]]></media:keywords>
    </item>
    <item>
      <title><![CDATA[Esplendor en la frontera]]></title>
      <link><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/esplendor-frontera_1_1171889.html]]></link>
      <description><![CDATA[<p><img src="https://static.eldiario.es/clip/3861dc29-13ea-4ad8-976b-19ce93a953b0_16-9-aspect-ratio_default_0.jpg" width="880" height="495" alt="Esplendor en la frontera"></p><div class="subtitles"><p class="subtitle">Pessoa escribió que una frontera, aunque separe también une. Han pasado cien años y la historia sigue hablando de un tópico: Portugal y España se miran con recelo</p></div><div class="list">
                    <ul>
                                    <li>Este art&iacute;culo pertenece a la revista Portugal: la magia de lo improbable, de <a href="http://eldiario.es/" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">eldiario.es</a>. <a href="https://www.eldiario.es/internacional/Esplendor-na-fronteira_0_978502702.html" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Lee aqu&iacute; la versi&oacute;n en portugu&eacute;s</a>.&nbsp;<a href="https://usuarios.eldiario.es/?&amp;_ga=2.202743890.2142663424.1576481990-552936294.1573326272#!/hazte_socio" target="_blank" data-mrf-recirculation="links-noticia">Hazte socia ya y recibe nuestras revistas trimestrales en casa</a></li>
                            </ul>
            </div><p class="article-text">
        Vivo en una ciudad de la frontera. Salgo cada d&iacute;a de mi casa a las nueve de la ma&ntilde;ana, hago una hora de camino en coche y llego al trabajo a las nueve en punto. En algunas ocasiones, incluso, si voy con prisa, llego a las nueve menos cinco. Esa especie de viaje en el tiempo, disfrazado de cambio horario, lo experimentamos a diario los cientos de extreme&ntilde;os que vivimos en Espa&ntilde;a y trabajamos en Portugal. Salgo a las nueve de la ma&ntilde;ana de Badajoz y llego a la Universidad de &Eacute;vora, en el Alentejo, a las nueve en punto. O a menos cinco. El territorio alrededor de esa frontera, en el tramo extreme&ntilde;o, tiene un nombre de alto voltaje simb&oacute;lico: La Raya. Los habitantes de esa Raya han aprendido a viajar de un territorio a otro buscando lo mejor de cada sitio, en una suerte de doble nacionalidad cultural que es, quiz&aacute;, el mejor privilegio de quien vive en esta regi&oacute;n.
    </p><p class="article-text">
        En un texto escrito hace un siglo, Fernando Pessoa defend&iacute;a que por fin los dos pa&iacute;ses se hab&iacute;an dado cuenta de que una frontera, aunque separe, tambi&eacute;n une; y que si dos naciones vecinas son dos por el hecho de ser dos, pueden moralmente ser casi una exactamente por ser vecinas. Han pasado cien a&ntilde;os y la obstinada historia nos sigue hablando de un t&oacute;pico que resiste ferozmente a la erosi&oacute;n del paso de tiempo: Portugal y Espa&ntilde;a, dos pa&iacute;ses de espaldas, que se miran con recelo, desconfiados o soberbios, arrogantes o desde&ntilde;osos. Sin embargo, nada mejor que rascar la piel de la realidad para comprobar que esa imagen de los vecinos desentendidos hoy no es cierta, e incluso para cuestionarnos si alguna vez lo fue en realidad.&nbsp;
    </p><p class="article-text">
        Leemos a algunos de los autores m&aacute;s grandes de la Pen&iacute;nsula (de Antero de Quental a Saramago, de Clar&iacute;n a Ram&oacute;n G&oacute;mez de la Serna, pasando por Joan Maragall, Vicente Risco, E&ccedil;a de Queir&oacute;s, Emilia Pardo Baz&aacute;n, Unamuno o el citado Pessoa, entre otros muchos) y podr&iacute;amos f&aacute;cilmente hacer una antolog&iacute;a de textos que nos hablan con fascinaci&oacute;n del vecino ib&eacute;rico, de su identidad e idiosincrasia. Si hay un t&eacute;rmino que se repite con frecuencia en esos fragmentos que reflexionan sobre la relaci&oacute;n entre Portugal y Espa&ntilde;a, ese es &ldquo;distancia&rdquo;. Ya en el &uacute;ltimo cuarto del siglo XX, el poeta Ruy Belo, profesor en Madrid, escribi&oacute; que la capital espa&ntilde;ola era una de las ciudades del mundo m&aacute;s lejanas de Lisboa, mientras que Luis Bu&ntilde;uel, en Mi &uacute;ltimo suspiro, afirmaba que Portugal era para los espa&ntilde;oles un pa&iacute;s m&aacute;s lejano que la India.&nbsp;
    </p><p class="article-text">
        El t&oacute;pico, tan atractivo desde el punto de vista de la construcci&oacute;n identitaria de territorios vecinos y a veces enfrentados, se desmorona en nuestros d&iacute;as. El boom tur&iacute;stico portugu&eacute;s, producido de alguna manera por la eclosi&oacute;n de la crisis econ&oacute;mica, que ha puesto a Portugal de moda en el mundo, tiene tambi&eacute;n su reflejo en el mundo de la cultura y, en concreto, en el de la literatura.
    </p><p class="article-text">
        Nunca se han traducido tantos autores de los dos estados (incluyendo del universo cultural catal&aacute;n, seguido muy de cerca en Portugal), nunca ha habido en los medios de ambos pa&iacute;ses una atenci&oacute;n al &ldquo;otro&rdquo; tan equilibrada (durante d&eacute;cadas, mientras los medios portugueses publicaban con mucha frecuencia noticias sobre Espa&ntilde;a, en nuestro pa&iacute;s era raro encontrar informaci&oacute;n sobre Portugal), nunca ha habido tantos visitantes espa&ntilde;oles por toda la geograf&iacute;a lusa (no solo Lisboa y Oporto) como en este momento.
    </p><p class="article-text">
        Vivimos, por as&iacute; decirlo, el inicio de una &eacute;poca de oro. El festival Correntes d&rsquo;Escritas, que se celebra cada a&ntilde;o en el norte de Portugal, re&uacute;ne en cada convocatoria a decenas y decenas de escritores y editores del universo ib&eacute;rico, con salas abarrotadas de p&uacute;blico. Al otro lado de la raya, la Feria del Libro de Sevilla de este a&ntilde;o est&aacute; dedicada a Portugal y las grandes editoriales espa&ntilde;olas publican a los autores m&aacute;s destacados de una actualidad que, si hablamos de la grand&iacute;sima literatura portuguesa, se prolonga durante al menos un siglo: Fernando Pessoa, E&ccedil;a de Queir&oacute;s, Jos&eacute; Saramago, Ant&oacute;nio Lobo Antunes. Incluso, ha nacido en Madrid una peque&ntilde;a editorial con una colecci&oacute;n dedicada en exclusiva a las letras portuguesas, La umbr&iacute;a y la solana, en cuyo cat&aacute;logo encontramos cl&aacute;sicos modernos y autores actuales, como Dulce Maria Cardoso, cuya novela El retorno ha sido un &eacute;xito entre los lectores espa&ntilde;oles.
    </p><p class="article-text">
        Perm&iacute;tanme, para cerrar, una nota personal. Cuando era adolescente y pensaba en &ldquo;el extranjero&rdquo; como un espacio m&aacute;gico y atrayente en el que pasaban otras cosas y se hablaba otra lengua, ese lugar ten&iacute;a un nombre propio: Portugal.
    </p><p class="article-text">
        En aquel momento de descubrimiento, inici&aacute;tico, Lisboa era la capital de todos los pa&iacute;ses del mundo y la frontera (la Raya) que atraves&aacute;bamos era la que nos distanciaba del resto de la civilizaci&oacute;n. Esa l&iacute;nea separaba la realidad del sue&ntilde;o, hac&iacute;a que las personas hablasen otra lengua y pensasen con otras palabras. Hoy, Portugal sigue siendo para m&iacute;, y cada vez m&aacute;s, ese territorio genuino y aut&eacute;ntico en el que disfrutar de una cultura (en un sentido amplio: de la literatura a la m&uacute;sica, de la gastronom&iacute;a al paisaje) admirable, de una forma de vivir la vida tal vez menos apasionada, pero tambi&eacute;n, probablemente por eso, m&aacute;s arm&oacute;nica, serena, sobria y reflexiva.
    </p><p class="article-text">
        Ser portugu&eacute;s significa hoy estar saliendo de una crisis indigna para la vida de los ciudadanos y mirar hacia el futuro con ojos llenos de esperanza: un pa&iacute;s estructurado que intenta revertir los efectos del despoblamiento interior y acercarse a la media europea en sus salarios (uno de los aspectos donde m&aacute;s queda por hacer), con una educaci&oacute;n a la vanguardia del continente y una sociedad y una cultura envidiables de las que tenemos, sin duda, mucho que aprender.
    </p><p class="article-text">
        Una br&uacute;jula posible para ese viaje son los libros de los autores actuales de la literatura portuguesa: L&iacute;dia Jorge, Gon&ccedil;alo M. Tavares, Valter Hugo M&atilde;e, Jos&eacute; Lu&iacute;s Peixoto, Jo&atilde;o Tordo, Afonso Cruz, Patr&iacute;cia Reis. En sus palabras es posible aprender a mirar Portugal por dentro y por fuera, a distancia y desde su mismo coraz&oacute;n, un reto al que es f&aacute;cil sucumbir, ahora s&iacute;, con toda la pasi&oacute;n.
    </p>]]></description>
      <dc:creator><![CDATA[Antonio Sáez Delgado]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="true"><![CDATA[https://www.eldiario.es/internacional/esplendor-frontera_1_1171889.html]]></guid>
      <pubDate><![CDATA[Sat, 28 Dec 2019 20:23:19 +0000]]></pubDate>
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      <media:title><![CDATA[Esplendor en la frontera]]></media:title>
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